Programa Bem Estar – 26/07/2012

Estresse e excesso de peso podem provocar infertilidade

Veja a lista de exames que podem identificar falhas no sistema reprodutor.
Alguns hospitais do país tratam problema de graça; confira quais são.

Do G1, em São Paulo
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A dificuldade para ter filhos pode acontecer por uma série de motivos. Segundo estimativas dos médicos, na metade das vezes o problema é com a mulher. Em 35% dos casos, é o homem que apresenta alguma dificuldade. Nos outros casos, ou não há um motivo aparente ou aparece alguma causa mais rara.
O Bem Estar desta quinta-feira (28) recebeu os ginecologistas José Bento e Renato Kalil para dar orientações sobre tratamentos de fertilidade. Eles explicaram ainda o que é a endometriose, e qual a sua relação com as cólicas menstruais.
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A endometriose é considerada hoje a principal causa de infertilidade, não só entre as mulheres. O endométrio é a mucosa que reveste a camada interna do útero. Na endometriose, essa mucosa se forma em outras partes do corpo.
A doença causa uma alteração hormonal, o que faz com que a mulher ovule menos. As trompas, que ligam o ovário ao útero, tendem a grudar em outros órgãos e ficar estáticas, o que dificulta a chegada dos óvulos. Por fim, mesmo quando o óvulo é fecundado e chega ao útero, ele tem dificuldade para se fixar na parede do útero. A soma desses fatores faz da endometriose um potencial empecilho à fertilidade.
O exame que identifica a doença é chamado de histeroscopia. Ele permite ver dentro do útero e identificar também problemas como o pólipo e o mioma.
Em muitos casos, a endometriose pode ser resolvida por uma cirurgia chamada laparoscopia. Ela também é indicada para quem tem as trompas obstruídas ou aderências intestinais que atrapalhem a fecundação.
Nas mulheres que não têm a doença, em que o endométrio é formado dentro do útero, ele é naturalmente expelido a cada vez que não ocorre a gravidez – isso é a menstruação. Esse processo de eliminação pode ser acompanhado de dor, a famosa cólica.
A cólica deixa de ser normal quando impossibilita a mulher de exercer suas atividades normais do cotidiano ou quando dura mais de três dias. Nesses casos, é melhor procurar um médico, pois ela pode ser o sinal de algum problema – como a própria endometriose.
Estresse e excesso de peso
O estresse e o excesso de peso, dois problemas que refletem em quase todas as funções do corpo humano, também têm seu efeito sobre a fertilidade. Tanto nos homens quanto nas mulheres, o excesso de peso altera as taxas de hormônios ligados à reprodução.
Mulheres magras demais também podem apresentar dificuldades para engravidar. A falta de gordura no corpo inibe a produção de hormônios essenciais na reprodução, como o estrógeno.
Nos homens, a preocupação estética exagerada também pode causar infertilidade – o uso de anabolizantes prejudica o funcionamento dos testículos, resultando em uma produção de espermatozoides com baixa quantidade e capacidade de fecundação.
Já o estresse causa infertilidade porque bloqueia a comunicação hormonal e interfere no processo de ovulação das mulheres. Nos homens, causa problemas de impotência, dificuldades de ejaculação e alterações na qualidade dos espermatozoides.
Exames
Há uma série de exames disponíveis para testar a fertilidade do casal. Veja a lista abaixo:
Mulheres
– Exame de sangue: verifica os hormônios, a sorologia e doenças imunológicas.
– Cariótipo (exame de sangue): avalia se há alterações cromossômicas, que podem causar problemas reprodutivos do casal, como infertilidade, abortamentos de repetição e má-formação do bebê. Caso sejam diagnosticadas alterações cromossômicas, é possível programar um tratamento específico.
– Avaliação dos órgãos reprodutores: vagina, colo do útero, endométrio e trompas.
– Histerossalpingografia: este exame normalmente é solicitado após um ano de tentativa de engravidar. Ele avalia a cavidade uterina para verificar se há pólipos, miomas e aderências e também se as trompas estão obstruídas ou com alguma inflamação.
– Histeroscopia: este exame só é realizado quando o médico identifica alterações na cavidade uterina, como infecções, más-formações, aderências, pólipos e miomas.
– Culturas vaginais: pesquisa se há alguma infecção vaginal, pois algumas bactérias impedem a gravidez.
– Ressonância, videolaparoscipia e ultrassom específico: esses exames só são solicitados quando a mulher tem endometriose.
Homens
– Espermograma: exame feito em laboratório que detecta a quantidade, qualidade e morfologia do esperma liberado pelo homem durante a ejaculação.
– Cariótipo (exame de sangue): avalia se há alterações cromossômicas que possam causar problemas reprodutivos do casal, como infertilidade, abortamentos de repetição e má-formação do bebê. Caso sejam diagnosticadas alterações cromossômicas, é possível programar um tratamento específico.
Nas principais cidades brasileiras, hospitais públicos oferecem tratamento de fertilidade. Separamos alguns exemplos de hospitais que fazem isso, mas esses não são os únicos:
– Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), antigo HMIB, em Brasília, vinculado à secretaria de saúde do DF;
– Centro de Referência em Saúde da Mulher, antigo Hospital Pérola Byington, em São Paulo, vinculado à secretaria de saúde do Estado de São Paulo;
– Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIPE), em Recife, uma instituição filantrópica de caráter público;
– Hospital Universitário de Ribeirão Preto/USP/SP;
– Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp);
– Hospital das Clínicas de São Paulo.
Enquete
Uma enquete feita pelo site do Bem Estar mostra que não tem hora para tentar engravidar. Perguntamos a idade das mulheres que estão na busca por filhos e o resultado foi bastante dividido:

enquete fertil Programa Bem Estar   26/07/2012 
Fonte: Rede Globo

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