Últimas Notícias da BBom, Quarta 20/11/2013

Em novo modelo de negócio, segundo notícia divulgada pela empresa Embrasystem, BBOM será no formato de ‘Franquias”. Ainda, segundo a nota, divulgada no página web da empresa ao escolher a opção de “modelo antigo”, em referência como a empresa funcionava antes da ação do Ministério Público, cliente é informado sobre as novas regras impostas pela decisão da Justiça.

De acordo com a nota divulgada, o novo sistema está sendo modelado no formato de Franchising (Franquias), ou seja, será obrigatório que o franqueador e franqueado estejam amparados sobre um contrato, o que deve legitimar o negócio.
 Últimas Notícias da BBom, Quarta 20/11/2013
Em outra nota, divulgada também com o novo site, onde informa o novo modelo de negócio, o presidente da empresa, João Francisco de Paulo, informou funcionará o novo negócio. A nota é intitulada “A volta do BBOM”.
Leia a íntegra da nota:

Nossas Indústrias e nossos parceiros estarão disponibilizando todos os produtos, que são exclusivos, com preços abaixo do mercado para que possam ser competitivos, desta forma:

  1. Os Produtos que estarão disponíveis para vocês serão:
    • Para os novos contratos os resgates de distribuição de resultados estarão disponíveis dentro do prazo já estabelecido anteriormente.
    • Para os valores congelados no BackOffice, cujo crédito ocorreu até 19/07/2013 – estaremos (com autorização judicial) liberando em percentuais até que se cumpra a totalidade dos contratos firmados até aquela data.
    • Os únicos valores que poderemos utilizar estarão ligados exclusivamente a lucratividade sobre as vendas de Micro Franquias e nas vendas diretas.
    • Todos os títulos alcançados até a data do bloqueio serão mantidos.
    • Quanto à solicitação anterior para abertura de contas no PAGSUPORTE solicito que aguardem novas instruções, pois esta facilidade esta sendo discutida e analisada por nosso departamento jurídico.
    • A BBOM INTERNACIONAL – será lançada no momento certo e somente quando o modelo de negócio proposto no Brasil estiver em andamento, e toda a rede será respeitada e terá sua continuidade com os cadastros internacionais. Aguardem.

    Todos os produtos serão disponibilizados em um tempo mínimo e periodicamente.

  2. Nossas lojas UNEPXMIL se transformarão em uma Boutique UNEPXMIL e estarão sendo preparadas para se transformarem em CDs de distribuição exclusivas, sendo que cada uma delas (a partir de 2014), receberá investimentos para que possam se adequar a nova realidade do Grupo EMBRASYSTEM.

    Para os locais onde não temos Franquias, estaremos firmando parceria com lideres para que possam prover os recursos necessários para o bom e ágil atendimento do nosso modelo de negócios. 

  3. Nossa empresa não exigirá que vocês (nossos aliados) consumam produtos em excesso ou mesmo formalizem estoques que não trarão resultados satisfatórios, por este motivo cada loja UNEPXMIL estará apta ao modelo de entrega imediata (delivery).
  4. Iniciaremos em breve um sistema de treinamento constante de cada produto que os deixarão em condições privilegiadas junto ao mercado nacional.  
  5. As Boutiques UNEPXMIL lhes auxiliarão inclusive na colocação de seus produtos no mercado tradicional, de seus estoques que por ventura estejam excedentes, proporcionando ainda mais tranquilidade, evitando o desperdício e provendo recursos financeiros em escala de respeitabilidade.
  6. Sobre todos os produtos disponibilizados haverá uma divisão de lucros mensais que surpreenderá até mesmo quem conquistou grandes resultados com nossa empresa no passado, e com toda certeza promoverá a conquista da sua independência financeira*, em um breve período de tempo.

    * “não inventamos a roda apenas aperfeiçoamos seu modo de girar”

  7. Temos um compromisso com cada um de nossos associados e nunca foi ou será nosso desejo deixar de cumprir todos os compromissos assumidos no passado. Serão respeitados e honrados com o devido respaldo judicial. Por isso pedimos tranquilidade que esta é e sempre será nossa prioridade, esperamos cumprir todos os contratos, em sua totalidade, em um prazo inferior a 12 (doze) meses.
  8. O plano de negócio completo estará disponível em breve e foi reformulado para ficar mais atrativo e recompensador que o anterior. Trabalhamos para que todos possam usufruir da melhor plataforma de negócios e conquistar o maior número de pessoas aliadas para atuar e prosperar como empreendedores de marketing multinível no Brasil.
  9. Acessários para o desenvolvimento de suas atividades, diante disso esclarecemos que:
    • Para os novos contratos os resgates de distribuição de resultados estarão disponíveis dentro do prazo já estabelecido anteriormente.
    • Para os valores congelados no BackOffice, cujo crédito ocorreu até 19/07/2013 – estaremos (com autorização judicial) liberando em percentuais até que se cumpra a totalidade dos contratos firmados até aquela data.
    • Os únicos valores que poderemos utilizar estarão ligados exclusivamente a lucratividade sobre as vendas de Micro Franquias e nas vendas diretas.
    • Todos os títulos alcançados até a data do bloqueio serão mantidos.
    • Quanto à solicitação anterior para abertura de contas no PAGSUPORTE solicito que aguardem novas instruções, pois esta facilidade esta sendo discutida e analisada por nosso departamento jurídico.
    • A BBOM INTERNACIONAL – será lançada no momento certo e somente quando o modelo de negócio proposto no Brasil estiver em andamento, e toda a rede será respeitada e terá sua continuidade com os cadastros internacionais. Aguardem.
Ainda na nota, o presidente da empresa informa que o “Ednaldo Bispo, está se dedicando exclusivamente a implantação dessa nova fase da BBOM e sempre esteve ativo e nunca afastado de suas funções como Diretor Executivo da empresa.”.
Fonte: CBN

Últimas Notícias da BBom, Quarta – 13/11/2013

BBom divulga nota e informa que nova plataforma já esta disponível para acesso

A empresa Embrasystem – BBom, divulgou nota manifestando-se sobre a decisão proferida na última sexta-feira (08). Ao acessar o site, clicando em “novo modelo” um contador de tempo digital informa que em poucas horas um “novo sistema” estará no ar, a imagem foi gerada as 22:40h de hoje (12). Veja a imagem abaixo.

novo bbom inicia no dia 13 segundo site Últimas Notícias da BBom, Quarta   13/11/2013

EMBRASYSTEM – TECNOLOGIA EM SISTEMAS, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA., na pessoa de seu representante legal, JOÃO FRANCISCO DE PAULO, comparece perante os seus Associados e o público em geral para informar que, em razão de decisão proferida, em sede de liminar, nos Autos de Mandado de Segurança n. 0064135-02.2013.4.01.0000/GO, que tramita perante o egrégio Tribunal Regional Federal da 1a Região, obteve decisão que lhe garante o retorno às atividades, nos limites definidos pela Constituição e as leis, a partir da orientação do Poder Judiciário de 20 grau.

Em primeiro plano, cumpre registrar que a Empresa detém, como premissa, o respeito a todas as decisões judiciais, dirigidas em face de seus interesses.

Nesse passo, à vista de restrições, até então impostas, ao exercício das suas atividades, que vinham, de forma direta e/ou indireta, causando-lhe prejuízos irreparáveis, socorreu-se do Poder Judiciário de 20 grau.

Em resposta, a decisão judicial proferida garante os direitos fundamentais da Empresa e de seus associados, com base no art. 170, da Constituição Federal, cujo alcance tem sido modulado pela jurisprudência:

o princípio constitucional da livre iniciativa não inviabiliza a intervenção do Estado na atividade econômica, na medida em que o artigo 174 da Carta Magna é expresso ao afirmar que o Estado exercerá as funções de fiscalização da atividade econômica, dada a sua condição de agente normativo e regulador da ordem econômica” (MC 2006.01.00.007691-5/DF, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL SELENE MARIA DE ALMEIDA, DJ de 24/08/2006 e AMS 0009817-35.2005.4.01.3400/DF, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL JOÃO BATISTA MOREIRA, QUINTA TURMA, e-DJF1 P. 869 DE 23/03/2012); “mas”,

  1. a intervenção estatal não pode inviabilizar a livre iniciativa quando o objeto negociado for lícito e sua negociação estiver amparada pelo ordenamento jurídico em vigor” (AG 0053053-81.2007.4.01.0000/DF, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL FAGUNDES DE DEUS, QUINTA TURMA, e-DJF1 p.461 de 17/04/2009 e AMS 0020966-61.2010.4.01.3300/BA, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL SOUZA PRUDENTE, Rel. Conv. JUIZ FEDERAL CARLOS EDUARDO CASTRO MARTINS (CONV.), QUINTA TURMA, e-DJF1 p.113 de 01/08/2013); “em suma”,
  2. a intervenção estatal no domínio econômico é autorizada pelo texto constitucional, entretanto, tal prerrogativa deve se harmonizar com os princípios e fundamentos da ordem econômica com vistas a não violar o princípio da livre iniciativa (art. 10 da CF/88)” – AR 0060554-18.2009.4.01.000/DF, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL JIRAIR ARAM MEGUERIAM, TERCEIRA SEÇÃO, e-DJF1 p. 563 de 11/01/2013).
  3. Dessa feita, na forma do que será informado por seus canais oficiais de comunicação – site (www.bbom.com.br) e (TV BBOM), a Empresa retornará às atividades a partir de negócio diverso, estruturado sob novas bases, conforme comandado na decisão judicial que, de certo, contribuirá para a materialização, em um futuro próximo, de um Termo de Ajuste de Conduta – TAC.

Em segundo plano, cumpre informar que a Empresa, com absoluta transparência, se mantém e se manterá, junto aos órgãos Governamentais e Judiciais, prestando todos os esclarecimentos técnicos necessários à demonstração de que atua, regularmente, na forma do Marketing de Rede.

Por oportuno, manifesta aqui o seu mais veemente repúdio, que ora dirige àqueles que vêm se utilizando de uma questão judicial para, no contexto de uma pretensa concorrência empresarial, injuriar, caluniar e difamar a Empresa e seus sócios, a despeito de qualquer respaldo técnico ou pericial.

Em terceiro plano, diante do amplo interesse que emerge da questão, a Empresa se manterá à disposição dos interessados para sanar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, através de seus canais de comunicação oficiais.

Por fim, certa de que o exercício de sua atividade, de forma equilibrada, nos estritos termos da orientação do Poder Judiciário, contribuirá, tanto para o crescimento individual dos seus Associados, quanto para o desenvolvimento sustentável da economia, subscreve.

Fonte: CBN

Últimas Notícias da BBom, Terça – 12/11/2013

BBOM obtém segunda vitória na justiça

 Últimas Notícias da BBom, Terça   12/11/2013

Em sua página na internet (www.bbom.com.br), empresa manifestou-se sobre a decisão que conseguiu na última sexta-feira (08), na nota divulgada no site, consta a seguinte informação ” propôs a medida de segurança para que os órgãos do Poder Executivo, que se mantém instados pelo r. Ministério Público Federal (que ora é parte nas ações que movem em face desta Empresa), mantenham a sua atuação nos limites de suas competências constitucionais e legais, sob pena de, agindo com excesso de poder, causem danos irreparáveis à parte e a seus associados, com o emprego de prerrogativas de Estado – o que é vedado pelo regime jurídico que conforma o Direito Público.”
BBOM VITORIA NOVA JUSTICA Últimas Notícias da BBom, Terça   12/11/2013
O juíz António Cláudio Macedo dá Silva, que concedeu a liminar comparou as atividades da empresa a outras empresas que trabalham com “venda direta”, no caso as do ramo de cosméticos, sem citar o fabricante o Juiz afirma que “essas empresas também tornam consumidoras em vendedoras e passam a integrar uma rede de distribuição e receber benefícios por isso.”
Veja trecho do despacho:
O modelo da empresa faz lembrar inúmeras outras operações,e, como já mencionado, especialmente  na indústria de cosméticos, também traz à memória a figura de muitas pessoas que, além de consumidoras de cosméticos, também passam a vendê-los, integrando-s e a  um  a rede de distribuição e recebendo variados benefícios por isso. – Juíz Antonio Cláudio Macedo dá Silva
Nas redes sociais, vários distribuidores da empresa comemoraram a decisão, alguns mais eufóricos comparavam outras empresas que também estão com suas atividades suspensas com o BBOM.
Fonte: CBN

Últimas Notícias da BBom, Segunda – 11/11/2013

Associados da BBom têm R$ 130 milhões a receber, diz presidente da empresa

Valor se refere a saldo de quem não conseguiu reaver investimento inicial; devolução poderá ser parcial e vai depender do futuro da empresa, segundo João Francisco de Paulo

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Divulgação

João Francisco de Paulo, dono da BBom: ‘Se o nosso caixa conseguir pagar 100%, nós vamos pagar’

 

Aproximadamente 38% dos associados da BBom , acusada de ser uma pirâmide financeira que atraiu 300 mil pessoas, não conseguiram recuperar os investimentos iniciais. O valor devido a quem está no prejuízo soma entre R$ 120 e R$ 130 milhões, segundo João Francisco de Paulo, presidente da Embrasystem, empresa responsável pelo negócio, em entrevista ao iG .

A BBom teve as atividades e contas bloqueadas em 9 de julho , por decisão da 4ª Vara Federal de Goiás. Na segunda-feira (4), a defesa conseguiu uma liberação parcial e provisória , emitida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília.

A Embrasystem e seus sócios, entretanto, ainda são alvos de uma ação que pede a extinção dos negócios , e de outra, que investiga a ocorrência de crime contra o sistema financeiro nacional , desvio de verbas e operação de instituição financeira sem autorização. Seus representantes negam irregularidades.

Quem pôs dinheiro na BBom poderá pedi-lo de volta, diz João Francisco de Paulo. Mas o empresário não garante o ressarcimento integral – os expressivos lucros prometidos estão fora de questão, ao menos por ora – e nem se compromete com prazos.

“Se o nosso caixa conseguir pagar 100%, nós vamos pagar”, diz o empresário. “Vamos supor que tenhamos R$ 13 milhões no caixa. Então é 10% [ que será devolvido aos investidores ].”

Fonte: Vitor Sorano – IG Economia

 

 

Últimas Notícias da BBom, Quarta – 06/11/2013

BBom consegue liberação de atividades

vvale bbom  logo Últimas Notícias da BBom, Quarta   06/11/2013

Empresa acusada de ser pirâmide financeira obteve decisão favorável quase 4 meses após congelamento; segundo Ministério Público Federal, desbloqueio é parcial

acusado de ser uma pirâmide financeira , obteve a liberação parcial de suas atividades após quase quatro meses de bloqueio. A decisão foi concedida na segunda-feira (4) pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília.

A BBom, porém, não poderá funcionar da mesma maneira como no passado. O desembargador Reynaldo  Fonseca, responsável pelo caso, liberou apenas duas das sete formas de remuneração aos associados, como são chamados os revendedores da empresa: o “bônus de vendas diretas” e o “bônus de início rápido”.

O “bônus de comodato”, que garante lucro ao revendedor mesmo sem a garantia de venda do rastreador, continua bloqueado.

Com isso, a BBom poderá, unicamente,  fazer venda direta ao consumidor e pagar bonificações a revendedores pelas indicações de consumidores finais, informou o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), responsável pelas acusações.

“Portanto, não será permitida a prática de pirâmide financeira nos moldes como a empresa praticava anteriormente”, diz o órgão, em nota.

Além disso, a liberação é temporária, e terá validade apenas até que o TRF1 decida sobre um segundo pedido de desbloqueio feito pela BBom, que está nas mãos do desembargador Carlos Moreira Alves.

Para o desembargador federal Reynaldo Fonseca,  o bloqueio total das atividades da BBom é indevido pois “algumas das formas de comercialização do produto utilizadas pela impetrante [ a BBom ] não apresentam, de plano, características do denominado esquema de “pirâmide financeira’.”

 

Liberação de verbas

A decisão ainda libera as verbas da empresa para pagamento de fornecedores, dívidas trabalhistas e tributárias devidamente comprovadas, água, luz e materiais “necessários para o funcionamento da empresa”. O MPF-GO havia conseguido o congelamento de R$ 300 milhões das contas do grupo Embrasystem – dono da marca BBom – e de seus sócios.

A medida, entretanto, não derruba um segundo congelamento, determinado pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo em agosto, onde a BBom também é alvo de investigações.

Fonte: Vitor Sorano – IG Economia

Últimas Notícias da BBom, – Terça – 05/11/2013

Acusada de pirâmide financeira, BBOM é liberada pela Justiça

Liminar suspende decisão anterior e permite que empresa volte a exercer suas atividades

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noticia 81655 Últimas Notícias da BBom,   Terça   05/11/2013A Embrasystem Tecnologia em Sistemas, Importação e Exportação Ltda. e a BBrasil Organizações e Métodos Ltda. — ambas responsáveis pela marca BBOM — poderão retomar suas atividades normalmente. Uma liminar expedida pelo Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, suspende efeitos da decisão da Juíza da 4ª Vara Federal de Goiânia, que impedia a empresa de exercer suas atividades.

Ou seja, segundo o mais recente entendimento, a BBOM não pratica a fraude conhecida como pirâmide financeira, e sim marketing multinível legítimo. Com a decisão, a BBOM poderá voltar a efetuar vendas diretas e conceder bônus de vendas diretas aos seus divulgadores, além de ter liberado valor suficiente para o pagamento de seus compromissos, incluindo salários, impostos e fornecedores. Veja aqui a decisão na íntegra.

O caso

A BBOM teve suas atividades suspensas e os bens bloqueados em julho, depois que a 4ª Vara Federal de Goiânia acatou o pedido do Ministério Público Federal em ação cautelar preparatória. Tanto a empresa como os seus sócios permaneceram com os seus bens indisponíveis desde então. Na ocasião, a juíza entendeu que, pela documentação apresentada, havia “robustos indícios de que o modelo de negócios operado pela empresa BBOM se trata, na verdade, de uma ‘pirâmide financeira’”. O MP chegou a pedir a condenação dos sócios e a dissolução da empresa.

Um Relatório da Polícia Federal reforçava a tese: desde março, foram constatadas movimentações financeiras “de valores incompatíveis com o patrimônio da empresa e com o histórico de sua movimentação em anos anteriores”, informa a liminar. A empresa também é suspeita de manter contas em paraísos fiscais através da M-Cor Holding, fundada e administrada até 2012 por João Francisco de Paulo, dono da BBOM.

Outro argumento utilizado é o de que o produto oferecido pela BBOM — sistemas de rastreamento de veículos — não seriam homologados pela Anatel, o que inviabilizaria sua comercialização. Por fim, a acusação sustentou que a declaração de indisponibilidade dos bens — “sem a necessidade de prévia demonstração de efetiva dilapidação patrimonial” — era necessária devido ao risco de quebra iminente da empresa, o que provocaria prejuízo imediato aos seus associados.

A defesa

A BBOM sustenta que os seus associados são, na verdade, fornecedores do produto, e não consumidores — o que descaracteriza a acusação e tira do MPF a legitimidade para ajuizar ação civil pública. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE) apurou as atividades e alegou que o Ministério Público teria agido de forma precipitada ao “taxar de abusiva e ilegal a técnica de marketing empregada pela impetrante, antes mesmo de obter provas conclusivas a esse respeito”. A Anatel, por sua vez, declarou ser desnecessária sua autorização para venda dos sistemas de rastreamento.

Quanto às movimentações financeiras, foi dito que a empresa conta com diversas fontes de receita, incluindo outra empresa ligada ao grupo, a Unepxmil, apontada como a segunda maior franqueadora do Brasil (atrás apenas d’O Boticário). Com isso, a sustentabilidade do negócio e a remuneração dos sócios e fornecedores estariam garantidas conforme prometido. Com as novas evidências, o TRF entendeu que houve cerceamento das garantias constitucionais da ampla defesa e da presunção de inocência.

Decide o desembargador:

“No tocante à decretação da indisponibilidade de ativos financeiros e de bens, creio que não se justifica a imposição da ‘morte’ de uma empresa, se existe alguma possibilidade de que ela continue suas atividades, em parte, ou mediante a prévia adequação de seus estatutos ou de sua atuação às exigências legais. A atividade empresarial gera riqueza e atinge não apenas o empresário, mas, também, todos os trabalhadores a seu serviço, sua clientela e seus fornecedores. Pode-se dizer até que, em alguma medida, o nível de confiança do mercado em negociações similares e típicas de uma determinada área da economia.

Por mais que a hiposuficiência do consumidor justifique uma série de medidas protetivas, não é menos verdade que a segurança que advém da continuidade da atividade empresarial é, também, fator de peso a influenciar o equilíbrio e crescimento da Economia.

Pontue-se, também, que não há, pelo menos até o momento, justificativa plausível para que a empresa seja impedida de pagar seus funcionários, os tributos, suas contas de água, luz, telefone, gastos com material, etc., assim como os fornecedores de rastreadores (objeto lícito da atividade econômica). Até porque o agravamento de tais dívidas com a incidência de juros de mora somente dilapidaria o montante que, caso venham a ser comprovadas as acusações do Ministério Público Federal, deverá ser devolvido aos associados.”

A decisão será válida até o julgamento pela sexta turma do TRF 1ª Região.

Fonte: Administradores.com

Últimas Notícias da BBom, Segunda – 04/11/2013

BBom: Justiça vê ‘indício de falsidade’ em pedido para liberar R$ 20 milhões

 Últimas Notícias da BBom, Segunda   04/11/2013

BBom lança atualização de cadastro: investidor critica falta de clareza em anúncio

A Justiça encontrou indícios de falsidade numa tentativa da BBom , suspeita de ser uma pirâmide financeira , de liberar R$ 20 milhões. Parte desse recurso serviria para pagar funcionários, mas alguns dos nomes apresentados não aparecem como empregados da Embrasystem – a dona da marca BBom – no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), a base de dados do governo federal sobre trabalhadores.

O desencontro de informações levou a juíza Luciana Gheller, da 4ª Vara Federal de Goiás, a intimar a Embrasystem e o seu proprietário, João Francisco de Paulo. O objetivo é que eles apresentem documentos para “afastar os indícios de falsidade da afirmação” de que os nomes apresentados são de funcionários da BBom.

Segundo o iG apurou, os donos da empresa apresentaram uma relação de cerca de 120 funcionários para ajudar a justificar a liberação dos R$ 20 milhões – a decisão determinava o congelamento de R$ 300 milhões. Os vínculos empregatícios de 17 deles, entretanto, não teriam aparecido no CNIS. Outros, que tiveram os vínculos confirmados, foram contratados depois do bloqueio da empresa, apontou a decisão.

Caso fique provada a falsidade, escreveu a juíza, a Embrasystem poderá ser multada. Procurados, os representantes da empresa não quiseram se pronunciar, nem prestaram informações “em respeito à ordem legal de sigilo.”

A BBom também tem tido questionadas transferências feitas a outras empresas. O Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), responsável pelas investigações, iniciou processos contra ao menos duas outras companhias. Uma delas, fundada e administrada pelo dono da Embrasystem até 2012, é detida por uma firma de investimentos com sede num paraíso fiscal .

Como o iG mostrou, a M-Cor entrou com uma ação para tentar liberar bens bloqueados por uma segunda decisão de congelamento, emitida em agosto pelo juiz Marcelo Cavali, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Novo modelo

Criada como um braço de marketing multinível da Embrasystem, a BBom conseguiu reunir em poucos meses cerca de 300 mil associados, com a promessa de lucro na revenda de serviços de rastraemento de veículos.

O MPF-GO, entretanto, afirma que o faturamento do negócio dependia das taxas de adesão de R$ 600 a R$ 3 mil pagas por esses associados. O objetivo do congelamento das contas da Embrasystem determinado em julho, dizem os procuradores, é ressarci-los.

Além do bloqueio, a Justiça também determinou o que a BBom deixasse de cadastrar novos associados , bem como de receber mensalidades de quem contratou o serviço de monitoramento.

Nesta sexta-feira (1º), a empresa lançou um novo site no qual será apresentado “um novo plano de negócios que vai ser avaliado pelo Judiciário”, afirmou ao iG João Francisco de Paulo, o proprietário da Embrasystem.

Um investidor de Minas Gerais que tem R$ 3 mil bloqueados criticou, porém, a conduta da empresa.

“A notícia que foi passada pelo próprio presidente João Francisco de Paulo, era que teríamos um novo sistema, 100% dentro das regras de mercado exigidas pelo Ministério Público Federal a partir de hoje”, diz o investidor, sob condição de anonimato. “Mas a única ‘novidade’ que tivemos foi um site para atualização cadastral. Mais nada.”

Fonte: IG/ Alagoas 24h

Últimas Notícias da BBom, Sexta – 01/11/2013

Suspeita de ser laranja da BBom tenta liberar bens bloqueados pela Justiça

vvale bbom  logo Últimas Notícias da BBom, Sexta   01/11/2013

M-Cor Holding, detida por firma com sede em paraíso fiscal, fez pedido em processo criminal

A M-Cor Holding, empresa suspeita de ser laranja da BBom , pede que a Justiça libere bens bloqueados num processo criminal em que a BBom é investigada. Em agosto, uma decisão nessa ação determinou o sequestro de R$ 479 milhões e 49 veículos

Nesta quarta-feira (30), o iG   mostrou que a M-Cor é detida pela EWS Brasil, braço brasileiro da EWS Investments, que tem sede nas Ilhas Virgens Britânicas – um dos territórios mais secretos do mundo. A EWS Brasil é dirigida por uma ex-diretora da BBom.

A BBom, acusada de ser uma pirâmide financeira , sofreu dois bloqueios judiciais: o primeiro, em julho , por determinação da juíza Luciana Gheller, da 4ª Vara Federal de Goiânia; e o segundo em agosto , por decisão o juiz Marcelo Cavali, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que visa a atingir R$ 479 milhões e 49 veículos.

O pedido da M-Cor Holding foi feito em conexão com esse segundo processo, também em agosto, numa nova ação. O advogado Fabrício Bertini, que representa a M-Cor, informou que não poderia comentar o caso, e não esclareceu o que se busca liberar. A BBom não respondeu aos questionamentos da reportagem.

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP), responsável pelas investigações criminais contra a BBom, pediu à Justiça que não libere as verbas da M-Cor, como é praxe em casos como esses.

Tanto o processo da BBom quanto o da M-Cor tramitam sob segredo de Justiça por decisões de Cavali.

Fonte: Vitor Sorano – IG Economia

Últimas Notícias do BBom, Quarta – 30/10/2013

Dona de investigada no escândalo BBom tem sede em paraíso fiscal

EWS Investments, das Ilhas Virgens Britânicas, detém controle de holding que já foi administrada por João Francisco de Paulo, suspeito de criar pirâmide financeira

Uma empresa suspeita de ser laranja da BBom – negócio acusado pelo Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) de ser uma pirâmide financeira – tem como proprietária uma firma de investimentos com sede numa caixa postal nas Ilhas Virgens Britânicas, um dos paraísos fiscais mais sigilosos do mundo.

A empresa é a M-Cor Holding, que foi fundada e administrada até 2012 pelo dono da BBom, João Francisco de Paulo. A sócia majoritária da M-Cor Holding é a EWS Brasil, que é o braço brasileiro da EWS Investments, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Hoje, a EWS Brasil é administrada por uma ex-diretora da BBom.

O MPF-GO ingressou com uma ação contra M-Cor Holding em agosto, depois que ela recebeu dinheiro da BBom. A procuradora da República Mariane de Mello, uma dos responsáveis pela investigação, informou que não poderia dizer qual o valor transferido, em razão de o processo tramitar em segredo de Justiça.

Sigilo

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Divulgação

Logotipo da BBom, empresa de marketing multinível suspeita de ser pirâmide financeira

O uso de paraísos fiscais não é ilegal, lembra Rafael Villac, do Peixoto e Cury Advogados Associados, e a utilização de caixas postais é comum nesses casos.

“É só uma jurisdição em que a tributação de renda é diferenciada”, afirma, com a ressalva de que não fala sobre o caso em concreto da BBom.

Mas a estratégia garante mais sigilo aos negócios. As Ilhas Virgens Britânicas estão entre as 20 jurisdições mais secretas do mundo, segundo um levantamento da organização Tax Justice Network  de 2011, último ano disponível. A Receita Federal do Brasil inclui o território cuja legislação não permite obter informações sobre a composção acionária das empresas.

“Não há nenhum registro de diretor ou sócio [ da EWS Investment ]” no Registro de Assuntos Corporativos das Ilhas Virgens Britânicas, informou o órgão, em resposta a questionamentos da reportagem.

Os representantes da BBom, da M-Cor e da administradora da EWS negam irregularidades.

Suspeita de pirâmide

A Embrasystem, dona da marca BBom, teve as contas bloqueadas pela Justiça neste ano sob a suspeita de ser uma pirâmide financeira disfarçada de revenda de serviços de monitoramento para veículos.

A última decisão, emitida em agosto pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo , determina o sequestro de R$ 479 milhões e a apreensão de 49 carros. Todos os veículos já foram entregues, segundo a Polícia Federal.

O proprietário da Embrasystem, João Francisco de Paulo, fundou a M-Cor Holding em fevereiro de 2011, na condição de sócio administrador, tendo como sócio majoritário a EWS Brasil. João Francisco deixou o negócio em 2012, antes de lançar a BBom como braço de marekting multinível da Embrasystem,  em fevereiro de 2013 .

Em 2013, a diretora administrativa da Embrasystem (BBom), Aline Rizato Riguetti, passou a ser a sócia administradora da EWS Brasil, que seguiu como sócia majoritária da M-Cor Holding. A mudança foi registrada na Junta Comercial de São Paulo no dia 31 de julho, dias após a primeira ordem de bloqueio contra as contas da Embrasystem, emitida pela 4ª Vara Federal Cível de Goiás em 10 de julho .

Em agosto, o Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), responsável pelo pedido de bloqueio das contas da Embrasystem, também pediu a extinção da M-Cor Holding, no âmbito das investigações do escândalo BBom.

Webcard

Aline Riguetti também é fundadora da Webcard, empresa que, segundo João Francisco, era usada pela BBom para fazer pagamentos. Hoje, a Webcard é administrada por outro membro da família Riguetti.

Para o MPF-GO, entretanto, a Webcard é outra laranja da BBom. Em 20 de setembro, o órgão divulgou ter bloqueado R$ 8,6 milhões da empresa.

Fonte: Vitor Sorano – IG Economia

 

Últimas Notícias da BBom, Terça – 29/10/2013

Justiça nega liberação de R$ 20 milhões do grupo BBom, suspeito de pirâmide

Verbas estão bloqueadas a pedido do MPF-GO, que pede devolução de investimentos

O Grupo BBom , acusado de ser uma pirâmide financeira , tentou mas não conseguiu obter a liberação de R$ 20 milhões bloqueados por decisão da Justiça Federal em Goiás. No pedido, a empresa argumentou que as verbas serviriam, entre outras coisas, para pagar salários.

A BBom é apresentada como braço de marketing multinível da Embrasystem, que atua no mercado de monitoramento de veículos. Para o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), entretanto, o negócio trata-se apenas de um disfarce para montagem de uma pirâmide sustentada com as taxas de adesão pagas pelos revendedores autônomos do serviço.

Em julho , a juíza Luciana Gheller, da 4ª Vara Federal de Goiânia, determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 300 milhões das contas da Embrasystem e de seus sócios, além da apreensão de quase uma centena de carros.

O pedido foi feito pelo MPF-GO, com o argumento de que esses valores devem ser usados para ressarcir quem pagou para entrar no negócio. Estima-se que 216 mil pessoas investiram na empresa. As taxas de adesão variavam de R$ 600 a R$ 3 mil. A ação que exige a devolução não tem data para ser julgada.

Os responsáveis pela BBom, então, solicitaram a liberação de cerca de R$ 20 milhões. Em nota, a empresa informou que essa quantia não é proveniente “do sistema BBom que se encontrava bloqueado”, e sim de devolução relativa a devolução de negócios desfeitos.

Na última sexta-feira (25), a juíza negou o pedido. A defesa da BBom informou não ter sido notificada da decisão.

R$ 2,5 milhões para diretor

f0zbrp0oui5db5nwsl53x1j1u Últimas Notícias da BBom, Terça   29/10/2013
Divulgação

Veículos de luxo: entre carros da BBom apreendidos havia Lamborghinis e Mercedes-Benz

Os R$ 20 milhões não são os únicos valores que a BBom buscou movimentar após o bloqueio. Em agosto, a empresa tentou depositar R$ 2,5 milhões na conta da mulher do diretor de marketing do grupo, mas a operação foi barrada pelo MPF-GO.

À ocasião, o dono da BBom, João Francisco de Paulo, negou que se tratasse de tentativa de desvio de recursos congelados, e afirmou ter tomado empréstimo para fazer o depósito.

A empresa também está sujeita a uma outra ordem de sequestro de bens, emitida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Nela, o juiz Marcelo Costenaro Cavalim, determinou o sequestro de 49 carros – a decisão anterior só impedia a transferência e, por isso, permitia que eles ficassem à disposição dos proprietários – e o congelamento de até R$ 1,4 bilhão das contas da empresa. Isso não significa, porém, que todo o valor tenha sido encontrado.

Marketing multinível

A BBom foi a segunda empresa a ter suas contas congeladas neste ano em razão da suspeita de se tratar uma pirâmide financeira. A primeira delas, em junho, foi a Telexfree , que informa atuar no mercado de telefonia VoIP e ter cerca de 1 milhão de associados no Brasil.

Também foram alvo de sequestros a Priples , de anúncios virtuais e estimados 200 mil membros, e a Blackdever , de pacotes de serviços, anúncios virtuais e cartões de descontos e um número incerto de associados.

Em comum, todas as empresas informam atuar com marketing multinível , um sistema de varejo legla em que os revendedores autônomos são premiados pelos lucros de outros revendedores que trazem para a rede.

Os promotores de Justiça e procuradores da República que atuam nesses casos entendem, entretanto, que os produtos ou serviços são apenas disfarces, e que a base do faturamento é a taxa de adesão – também comum a todas as empresas.

Fonte: Vitor Sorano – IG Economia